Category Archives: Liberdade de Imprensa

Portugal com menos liberdade de imprensa

De acordo com o relatório anual da organização Repórteres sem Fronteiras, que que contempla 180 países, Portugal teve menos liberdade de imprensa no ano passado do que em 2012, ocupando, actualmente, o 30.º lugar do ranking, duas posições acima do que no ano anterior.

Na base da elaboração do documento está a avaliação de diversos indicadores, como pluralismo, transparência, legislação independência e segurança nos órgãos de comunicação social.

O topo da tabela continua a ser ocupado por países nórdicos, Finlândia (1.º), Holanda (2.º) e Noruega (3.º), enquanto os últimos lugares pertencem ao Turquemenistão (178.º), Coreia do Norte (179.º) e Eritreia (180.º).

Disponivel em: World Press Freedom Index 2014

Direitos, liberdades e garantias

Uma auditoria à violação do segredo de justiça, apresenta na última semana pela Procuradoria-Geral da República, sugere escutas e buscas domiciliárias a órgãos de comunicação social e jornalistas que dêem provimento a fugas de informação, prevendo-se, ainda, a suspensão da actividade como medida de penalização prevista.

Uma das (muitas) vozes que criticaram o documento, da autoria do procurador João Rato, pertence ao director do Diário de Notícias, João Marcelino, que dissertou sobre o tema em editorial.

«Quem leia este documento tem todo o direito a pensar que os jornalistas costumam assaltar os tribunais pela calada da noite, roubando documentos – e deve ser assim que costumam obter o dia, local e hora em que determinado cidadão vai ser detido e, por acusado, transportado para inquérito…»

Disponível em: O “segredo de justiça”

O malabarismo das pressões

O Banco Espírito Santo não gostou que o jornal I andasse a escarafunchar vários processos que envolvem altos quatros do grupo e reagiu de forma grosseira tentando lembrar que é um dos principais suportes dos jornais portugueses.

É mais que sabido que o mercado publicitário está em queda e que o I, desde a sua fundação, tem passado por sucessivas remodelações que levaram à mudança de mãos, no ano passado, e à dispensa recente de vários profissionais .

Apesar de estar e encarar um dos grandes clientes dos media portugueses, o I não se encolheu sustentando a sua posição com as responsabilidades editoriais que tem para com os leitores.

A escolha era simples: ou salvaguardavam-se algumas páginas de publicidade e atirava-se a «estória» para debaixo da secretária, ou prevalecia a ligação de confiança com que todos os dias compra o jornal.

Prevaleceu a segunda opção com óbvio prejuízo para as finanças da empresa. Ainda assim, manteve-se o eleitorado fiel. E é ele o principal activo de qualquer projecto de media.

A direcção do jornal i não se deixa intimidar com o poder económico e publicitário do BES e continuará a garantir o direito de informar e a acompanhar toda a informação que os seus jornalistas recolham com profissionalismo, isenção e respeito pelo nosso código deontológico

Nota da direcção do jornal I: O BES não pode esperar que os jornalistas deixem de exercer a sua profissão

Liberdade de Imprensa

Portugal ocupa a 28ª posição (subida de cinco lugares relativamente a 2011) no índice de liberdade de imprensa em 2012, anunciou a Repórteres Sem Fronteiras no seu RELATÓRIO ANUAL DE LIBERDADE DE IMPRENSA, divulgado esta semana.

Finlândia, Holanda e Noruega ocupam os três primeiros lugares. Em sentido contrário, a situação continua deplorável em países como Tunísia e Egipto, provando que a Primavera Árabe não conduziu, para já, a melhorias  na liberdade de imprensa no Médio Oriente e no Magrebe.