Category Archives: Jornalismo Local

Transformações no Porto24

O Porto24 apresentou hoje o novo design do seu portal. A comemorar o seu terceiro aniversário, o ciberjornal de informação regional fez mais do que um simples refresh de imagem: reforçou a opinião, com a angariação de novos cronistas, fez nascer novas secções (Memória) e, ainda, apostou forte nas redes sociais, onde, de resto, foi anunciada toda a transformação, e no multimédia.

O maior destaque talvez seja o espaço «Gozto», num novo directório de produtos e serviços especialmente vocacionado para o comércio tradicional e para os produtos inovadores.

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Nova imagem do portal http://porto24.pt/

Disponível em: Novo Porto24

Jornalismo de proximidade

O livro Àgor@ – Jornalismo de Proximidade: Limites, Desafios e Oportunidades, com organização de João Carlos Correia (professor do Departamento de Comunicação e Artes da Universidade da Beira Interior), reúne uma série de artigos de investigadores, dedicados ao estudo do jornalismo regional, que traçam o perfil do sector e antecipam o futuro mais próximo. Um contributo que todos os directores e jornalistas de órgãos regionais deviam ler.

Download gratuito:ÀGOR@ – JORNALISMO DE PROXIMIDADE: LIMITES, DESAFIOS E OPORTUNIDADES”

Warren Buffett prevê futuro importante para a imprensa regional

Numa altura em que a imprensa regional luta, desalmadamente, para sobreviver, o bilionário norte-americano, Warren Buffett, que detém vários investimentos no sector do media, defende que, no futuro, o jornalismo local terá um papel importante no culto da comunidade.

Não tem como você ser indispensável para toda a população, mas para uma parte significante da população você precisa ser indispensável. Isso quer dizer que existem coisas que eles querem saber e você tem que ser capaz de entregar um número significante de coisas que eles querem saber de uma forma que eles recebam rápido, bem apurado, bem escrito. E, enquanto você conseguir fazer isso, terá muitos leitores”.

“Eu não sei como fazer se eu estou em Nova York ou Los Angeles, não é uma comunidade coesa o suficiente, mas em uma cidade como Omaha. Nós estamos em 28, 29 cidades agora. Esses lugares que nós estamos agora têm um senso de comunidade. Eles se importam com os times de futebol da escola deles, ou time de luta livre, de basquete, eles se importam com o que está acontecendo na Câmara Municipal da sua cidade. Eles se importam com vários assuntos que não são noticiados nas TVs nacionais. Eles querem saber sobre os seus vizinhos, sobre o que eles estão fazendo. E os jornais podem dar essas informações, contanto que as pessoas realmente se importem com a sua comunidade. Se elas apenas forem pessoas que hoje estão aqui e amanhã vão embora para outro lugar, não serão consumidores-clientes”.

Entrevista completa concedida ao OBSERVATÓRIO DE IMPRENSA DO BRASIL

Guerra de jornais

Jornal da Madeira

Há imenso tempo (seguramente demasiado) que o Jornal da Madeira, tutelado pelo Governo Regional, e o Diário de Notícias da Madeira, pertencente ao grupo Controlinveste, andam numa autêntica guerra aberta. É rara a semana em que as «portadas» não aparecem recheadas de piropos (alguns, refira-se, reveladores de pouca elegância), ataques, processos judiciais ou queixas à Entidade Reguladora.

A julgar pela argumentação, ambos terão, porventura, ponta de razão do seu lado. No entanto, enquanto o tratado de paz (nem que seja podre) não é assinado, os principais prejudicados são, obviamente, os leitores (de um e de outro). As energias gastas no conflito bélico podiam, e deveriam, ser canalizadas para o que realmente importa: informar. Todavia, dia após dia, os conteúdos ficam mais pobres, com mais erros, alguns, inclusivamente, graves sob o ponto de vista conceptual, o que desvaloriza não só o título, mas, também, quem lá trabalha.

Os jornais não são, nem têm que ser, instrumentos de arremesso político. É por isso que desempenham um papel importante nas sociedades democráticas e, ainda mais, quando a perspectiva de análise é local ou regional. Aí a ligação com o target é mais próxima e comprometimento com a missão total: informar já dá trabalho que chegue, por isso ignore-se o resto.