Category Archives: Imprensa

Os 24 anos do Público

http://www.publico.pt/hoje#content

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Paywalls não vão salvar jornais

Más notícias para os defensores das paywalls como poção mágica capaz de resolver as dificuldades financeiras que envolvem a (grande) maioria dos jornais. Um artigo de Tim Burrowes, publicado pelo observatório de Marketing e Media «Mumbrella», coloca um ponto final na ambição de salvar os jornais com as assinaturas digitais.

As conclusões do estudo resultam da análise ao mercado australiano que «apenas» conseguiu cativar 60000 utilizadores pagantes. Como seria, por exemplo, em Portugal?

Disponível em: The data is finally in. Newspapers aren’t going to get enough digital subscribers

@Via Pedro Jerónimo

Portugal com menos liberdade de imprensa

De acordo com o relatório anual da organização Repórteres sem Fronteiras, que que contempla 180 países, Portugal teve menos liberdade de imprensa no ano passado do que em 2012, ocupando, actualmente, o 30.º lugar do ranking, duas posições acima do que no ano anterior.

Na base da elaboração do documento está a avaliação de diversos indicadores, como pluralismo, transparência, legislação independência e segurança nos órgãos de comunicação social.

O topo da tabela continua a ser ocupado por países nórdicos, Finlândia (1.º), Holanda (2.º) e Noruega (3.º), enquanto os últimos lugares pertencem ao Turquemenistão (178.º), Coreia do Norte (179.º) e Eritreia (180.º).

Disponivel em: World Press Freedom Index 2014

Um Oscar para a Rita

Dura praticamente desde o início do ano uma espécie de guerra entre o provedor do Leitor do Diário de Notícias, Oscar Mascarenhas, e a jornalista da RTP Rita Marrafa de Carvalho.

A estória é tão surreal que, não fosse verdade, até pareceria ficção. A Rita expôs, no facebook, um episódio que envolveu uma ida a Belém, a filha e os guardas do Palácio. O provedor não gostou, torceu o nariz e carregou na jornalista na página semanal que assina no DN. A semana seguinte trouxe protestos nas redes sociais, indirectas mais ou menos directas, e uma exclusão do círculo de amigos.

No fim-de-semana seguinte, Oscar Mascarenhas manteve a toada, novamente com a mira centrada na jornalista, num texto que transpira despeito por todos os poros. Hoje (finalmente) a Rita colocou o ponto final no assunto! Mesmo que o provedor volte ao tema, não há mais nada a acrescentar. É por isso que o Oscar (assim mesmo, sem acento!) vai para a Rita.

Disponível em: Direito de Resposta

O futuro dos media e do jornalismo

O que é que está errado?

Primeiras páginas no dia seguinte à eleição de Cristiano Ronaldo como melhor jogador do Mundo para a FIFA

Primeiras páginas no dia seguinte à eleição de Cristiano Ronaldo como melhor jogador do Mundo para a FIFA

149 anos do Diário de Notícias

O Diário de Notícias assinalou o seu 149º  aniversário com uma edição especial dirigida pelo presidente do grupo oi e da PT PortugaZeinal Bava. Apesar do assinalável marco histórico, o ano de 2013 não ficará na memória dos responsáveis do DN pelos melhores motivos: o matutino perdeu 25% da sua circulação contando-se como  o generalista que mais caiu durante os primeiros dez meses do ano.

O que fica, no entanto, é a imagem que o DN continua (apesar de tudo) a manter a bitola de jornal de referência, enriquecido com espaços de opinião relevantes e uma aposta cada vez mais premente nos conteúdos multimédia.

http://www.dn.pt/edicaoimpressa/default.aspx?content_id=3608032

http://www.dn.pt/edicaoimpressa/default.aspx?content_id=3608032

Le Monde apaga as velas

O francês Le Monde assinala hoje o seu 69º aniversário. Nascido a 19 de Dezembro de 1944, para ser um diário de referência no período pós-guerra,  o Le Monde mantém a tradição de ter como accionistas da empresa alguns dos seus jornalistas, sendo também reconhecido pelos  artigos de opinião e análise que publica nas suas páginas, normalmente assinados por autoridades na matéria.

Aqui fica a primeira manchete do Le Monde disponibilizada pelo periódico  na sua conta oficial de facebook.

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10152078316232590&set=a.10150463583152590.393463.14892757589&type=1&theater

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10152078316232590&set=a.10150463583152590.393463.14892757589&type=1&theater

Via António Cunha e Vaz

O fim dos jornais

A Future Exploration prespectiva o fim da importância da imprensa escrita nos Estados Unidos par ao ano 2017. O estudo abrange os cinco continentes e prevê que a morte dos jornais em formato papel em Portugal ocorra por volta do ano 2028.

Os factores que sustentam os resultados estão divididos em dois grupos: globais (desenvolvimentos/custo associado às plataformas móveis) e nacionais (económicos, demográficos, governamentais, hábitos de consumo, etc., etc., etc…).

http://futureexploration.net/Newspaper_Extinction_Timeline.pdf

http://futureexploration.net/Newspaper_Extinction_Timeline.pdf

http://futureexploration.net/Newspaper_Extinction_Timeline.pdf

http://futureexploration.net/Newspaper_Extinction_Timeline.pdf

Disponível em: Newspaper extinction timeline

Via João Canavilhas

O malabarismo das pressões

O Banco Espírito Santo não gostou que o jornal I andasse a escarafunchar vários processos que envolvem altos quatros do grupo e reagiu de forma grosseira tentando lembrar que é um dos principais suportes dos jornais portugueses.

É mais que sabido que o mercado publicitário está em queda e que o I, desde a sua fundação, tem passado por sucessivas remodelações que levaram à mudança de mãos, no ano passado, e à dispensa recente de vários profissionais .

Apesar de estar e encarar um dos grandes clientes dos media portugueses, o I não se encolheu sustentando a sua posição com as responsabilidades editoriais que tem para com os leitores.

A escolha era simples: ou salvaguardavam-se algumas páginas de publicidade e atirava-se a «estória» para debaixo da secretária, ou prevalecia a ligação de confiança com que todos os dias compra o jornal.

Prevaleceu a segunda opção com óbvio prejuízo para as finanças da empresa. Ainda assim, manteve-se o eleitorado fiel. E é ele o principal activo de qualquer projecto de media.

A direcção do jornal i não se deixa intimidar com o poder económico e publicitário do BES e continuará a garantir o direito de informar e a acompanhar toda a informação que os seus jornalistas recolham com profissionalismo, isenção e respeito pelo nosso código deontológico

Nota da direcção do jornal I: O BES não pode esperar que os jornalistas deixem de exercer a sua profissão