Category Archives: Estratégia Editorial

World Post aposta em elenco de luxo

Foi apresentado, no Fórum Económico de Davos, que se realizou no final do mês de Janeiro, um novo jornal digital de âmbito mundial que tem na sua extensa lista de colaboradores notáveis a principal arma de arremesso.

O World Post, que surge de uma parceria entre o Huffington Post e o Berggruen Institute on Governance, propriedade do investidor Nicolas Berggruen, terá nas suas páginas a assinatura do ex-primeiro ministro britânico Tony Blair, do fundador da Microsoft Bill Gates, do líder espiritual Dalai Lama, do presidente da Google Eric Schmidt, do fundador do eBay Pierre Omidyar e do ex-presidente brasileiro Fernando Henrique Cardoso, entre outros.

Além da forte componente associada à opinião, o World Post procura seguir o modelo do seu subsidiário Huffington Post – que é seguindo por, sensivelmente, 40 milhões de internautas só nos EUA - com o objectivo de abordar a actualidade de uma perspectiva global, para, depois, suscitar o debate em torno de temas ligados à política e economia.

Disponível em: Arianna Huffington announces launch of World Post news website

Jornalismo com bolinha vermelha

O espanhol Mediterráneo Digital, que se define como «independente e politicamente incorrecto», publicou, na sua página oficial no facebook, um anúncio de emprego, no mínimo, original para o sector da informação.

Os critérios para o recrutamento do título, que publica edições em Madrid e na Catalunha, são, maioritariamente (ou exclusivamente),….estéticos!

«Eres joven? ¿Eres periodista? Te consideras sexy? Te gusta el deporte? Ponte en contacto con Mediterráneo Digital! Abrimos #CastingReporteras».

Choveram acusações de sexismo e machismo, ainda que, nas 48 horas seguintes à publicação do edital, tenham caído, na caixa de correio do Mediterráneo Digital, mais de 100 candidaturas. Um verdadeiro caso de estudo de abordagem à profissão.

Vanessa Blanco - Nueva reportera de Mediterráneo Digital

Via Clases de Periodismo

Futre reforça Record

O antigo internacional português Paulo Futre, provavelmente o mais mediático dos comentadores de futebol, deixou o jornal A Bola e mudou-se para o principal adversário:o Record.

O antigo jogador de SportingPorto e Benfica inicia a nova aventura a 26 de Janeiro e todos os domingos assinará uma página sobre a actualidade desportiva, nacional e internacional, e os temas quentes da semana. Além disso, terá, também, o seu programa semanal no cabo: duas horas em direto, ao lado de Nuno Graciano, na CMTV.

Em menos de um mês, esta é a terceira aquisição do desportivo do grupo Cofina, depois de Rui Malheiro e Bruno Prata já  terem reforçado os quadros do título dirigido por João Querido Manha.

Em sentido inverso, «A Bíblia do Desporto» continua a ser ultrapassada pela concorrência e não terá sido por mero acaso que ficou sem dois dos principais rostos da sua opinião: Luís Freitas Lobo, um dos melhores analistas de futebol da actualidade, e, agora, Paulo Futre, um contador de histórias por excelência que, ainda por cima, era o rosto de um dos programas mais importante de A Bola TV: o Footbola!

Desportivos posicionam-se

Rui Malheiro e Bruno Prata novos colunistas de Record

Em ano de Campeonato do Mundo de futebol, agendado para o início do Verão no Brasil, os jornais especializados não perderam tempo e apresentaram reforços de peso na reabertura do mercado de Janeiro.

O Record, que mudou, recentemente, a sua cúpula directiva com as entradas de João Querido Manha (director) e António Tadeia (Director Adjunto), contratou Bruno Prata, antigo editor de desporto do Público e comentador residente da RTP, e Rui Malheiro, especialista em futebol internacional que conta com colaborações importantes para vários técnicos portugueses (Paulo Sousa ou Fernando Santos), como novos rostos da opinião do diário do grupo Cofina.

O Jogo também apostou forte e promoveu o regresso de Luís Freitas Lobo, provavelmente o mais mediático dos comentadores de futebol, ao título do grupo Controlinveste. Freitas Lobo terá a responsabilidade de assinar quatro páginas semanais: duas à Quinta-feira com incidência no campeonato português e outras tantas ao Domingo com histórias, curiosidade e análises ao futebol internacional.

Estranhamente, o jornal A Bola não ofereceu nenhuma prenda aos leitores e parece ter sido facilmente ultrapassado pela concorrência a menos de seis meses para pontapé de saída do Brasil 2014. Só o tempo dirá se o título de «a bíblia do desporto» chega para manter o estatuto de um dos desportivos mais importantes do país.

O entupimento das televisões

As televisões portuguesas – todas, sem excepção – viveram o desaparecimento de Eusébio da Silva Ferreira com uma intensidade assinalável, bem patente, aliás, na reformatação das respectivas grelhas de programação  que tinha como objectivo oferecer, a quem acompanhava à distância, todos os pormenores das cerimónias fúnebres do ‘Pantera Negra’.

Aquilo que seria uma atenção mediática especial, totalmente justificável, transformou-se num chorrilho de directos sem sentido, entrelaçados com debates desorientados e imagens da vida de Eusébio repetidas até à exaustão.

Toda a gente exibiu a receita e pões-se de lado o resto da actualidade. Resultam, precisamente daqui, dois textos interessantíssimos sobre as opções das televisões portuguesas que podem (e devem) ser vistos como uma espécie de guia para o que não se deve voltar a repetir.

«Dir-se-ia que os responsáveis de emissão não se apercebem da cacofonia que representa para os telespectadores em geral terem todos os canais, durante um dia inteiro (e amanhã se verá) a ouvir o mesmo dito pelos mesmos».

Disponível em:  Sobre as televisões, na morte de Eusébio

«Foram directos sobre directos, com muitas lágrimas, muita comoção e muitas opiniões sem interesse nenhum, ou repetições de imagens e declarações que os portugueses puderam ver em doses cavalares ao longo de horas e horas, fazendo de Eusébio um homem único sem o qual Portugal não teria existido. E transformando todos os canais numa espécie de “Benfica TV”».

Disponível em:  A morte de Eusébio e a informação televisiva

O dia em que os desportivos viveram (quase) sem futebol

http://noticias.sapo.pt/banca/desporto/4137

http://noticias.sapo.pt/banca/desporto/4137

http://noticias.sapo.pt/banca/desporto/4139

http://noticias.sapo.pt/banca/desporto/4139

http://noticias.sapo.pt/banca/desporto/4138

http://noticias.sapo.pt/banca/desporto/4138

Não há audiência

As televisões e os jornais estão a perder audiência. O perfil etário do consumidor de produtos televisivos situa-se, actualmente, entre os 40 e os 50 anos. A tendência indica um agravamento destes dados ao longo dos próximos anos, perspectivando-se que, a partir de 2015, metade de toda a plateia se situe acima dos 50 anos. Números preocupantes para as  grupos de media que continuam a não conseguir captar eleitorado mais jovem.

Para ler aqui: No new TV viewers or newspaper subscribers are being born

Via António Granado

Aproveitar o momento

http://edition.cnn.com/2013/07/22/world/europe/uk-royal-baby/

http://edition.cnn.com/2013/07/22/world/europe/uk-royal-baby/

https://www.google.pt/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&docid=Gg4Gk-MQx5c5GM&tbnid=RZj5rwxOk94ipM:&ved=0CAUQjRw&url=http%3A%2F%2Fenglish.ruvr.ru%2Fnews%2F2013_07_23%2FThe-Son-how-British-papers-marked-the-birth-of-the-future-King-3766%2F&ei=oW7wUbuBHsWb1AWOooDADg&bvm=bv.49784469,d.ZGU&psig=AFQjCNHW_qi6xPGbfm0ulljVLUnZ_iv1LA&ust=1374796204256553

http://english.ruvr.ru/news/2013_07_23/The-Son-how-British-papers-marked-the-birth-of-the-future-King-3766/

O jornal inglês The Sun, que tem uma das maiores taxas de tiragens à escala mundial, assinalou o nascimento do Príncipe de Cambridge, terceiro na linha de sucessão ao trono britânico, com uma subtil, mas eficaz, mudança de logótipo, aproveitando a homofonia do nome do tablóide com a palavra «son» (filho em inglês) para criar a primeira página mais original da imprensa britânica. A «nova imagem» figurou na edição em papel e no portal do jornal.