Category Archives: Opinião

Um Oscar para a Rita

Dura praticamente desde o início do ano uma espécie de guerra entre o provedor do Leitor do Diário de Notícias, Oscar Mascarenhas, e a jornalista da RTP Rita Marrafa de Carvalho.

A estória é tão surreal que, não fosse verdade, até pareceria ficção. A Rita expôs, no facebook, um episódio que envolveu uma ida a Belém, a filha e os guardas do Palácio. O provedor não gostou, torceu o nariz e carregou na jornalista na página semanal que assina no DN. A semana seguinte trouxe protestos nas redes sociais, indirectas mais ou menos directas, e uma exclusão do círculo de amigos.

No fim-de-semana seguinte, Oscar Mascarenhas manteve a toada, novamente com a mira centrada na jornalista, num texto que transpira despeito por todos os poros. Hoje (finalmente) a Rita colocou o ponto final no assunto! Mesmo que o provedor volte ao tema, não há mais nada a acrescentar. É por isso que o Oscar (assim mesmo, sem acento!) vai para a Rita.

Disponível em: Direito de Resposta

Transformações no Porto24

O Porto24 apresentou hoje o novo design do seu portal. A comemorar o seu terceiro aniversário, o ciberjornal de informação regional fez mais do que um simples refresh de imagem: reforçou a opinião, com a angariação de novos cronistas, fez nascer novas secções (Memória) e, ainda, apostou forte nas redes sociais, onde, de resto, foi anunciada toda a transformação, e no multimédia.

O maior destaque talvez seja o espaço «Gozto», num novo directório de produtos e serviços especialmente vocacionado para o comércio tradicional e para os produtos inovadores.

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Nova imagem do portal http://porto24.pt/

Disponível em: Novo Porto24

Futre reforça Record

O antigo internacional português Paulo Futre, provavelmente o mais mediático dos comentadores de futebol, deixou o jornal A Bola e mudou-se para o principal adversário:o Record.

O antigo jogador de SportingPorto e Benfica inicia a nova aventura a 26 de Janeiro e todos os domingos assinará uma página sobre a actualidade desportiva, nacional e internacional, e os temas quentes da semana. Além disso, terá, também, o seu programa semanal no cabo: duas horas em direto, ao lado de Nuno Graciano, na CMTV.

Em menos de um mês, esta é a terceira aquisição do desportivo do grupo Cofina, depois de Rui Malheiro e Bruno Prata já  terem reforçado os quadros do título dirigido por João Querido Manha.

Em sentido inverso, «A Bíblia do Desporto» continua a ser ultrapassada pela concorrência e não terá sido por mero acaso que ficou sem dois dos principais rostos da sua opinião: Luís Freitas Lobo, um dos melhores analistas de futebol da actualidade, e, agora, Paulo Futre, um contador de histórias por excelência que, ainda por cima, era o rosto de um dos programas mais importante de A Bola TV: o Footbola!

Direitos, liberdades e garantias

Uma auditoria à violação do segredo de justiça, apresenta na última semana pela Procuradoria-Geral da República, sugere escutas e buscas domiciliárias a órgãos de comunicação social e jornalistas que dêem provimento a fugas de informação, prevendo-se, ainda, a suspensão da actividade como medida de penalização prevista.

Uma das (muitas) vozes que criticaram o documento, da autoria do procurador João Rato, pertence ao director do Diário de Notícias, João Marcelino, que dissertou sobre o tema em editorial.

«Quem leia este documento tem todo o direito a pensar que os jornalistas costumam assaltar os tribunais pela calada da noite, roubando documentos – e deve ser assim que costumam obter o dia, local e hora em que determinado cidadão vai ser detido e, por acusado, transportado para inquérito…»

Disponível em: O “segredo de justiça”

Desportivos posicionam-se

Rui Malheiro e Bruno Prata novos colunistas de Record

Em ano de Campeonato do Mundo de futebol, agendado para o início do Verão no Brasil, os jornais especializados não perderam tempo e apresentaram reforços de peso na reabertura do mercado de Janeiro.

O Record, que mudou, recentemente, a sua cúpula directiva com as entradas de João Querido Manha (director) e António Tadeia (Director Adjunto), contratou Bruno Prata, antigo editor de desporto do Público e comentador residente da RTP, e Rui Malheiro, especialista em futebol internacional que conta com colaborações importantes para vários técnicos portugueses (Paulo Sousa ou Fernando Santos), como novos rostos da opinião do diário do grupo Cofina.

O Jogo também apostou forte e promoveu o regresso de Luís Freitas Lobo, provavelmente o mais mediático dos comentadores de futebol, ao título do grupo Controlinveste. Freitas Lobo terá a responsabilidade de assinar quatro páginas semanais: duas à Quinta-feira com incidência no campeonato português e outras tantas ao Domingo com histórias, curiosidade e análises ao futebol internacional.

Estranhamente, o jornal A Bola não ofereceu nenhuma prenda aos leitores e parece ter sido facilmente ultrapassado pela concorrência a menos de seis meses para pontapé de saída do Brasil 2014. Só o tempo dirá se o título de «a bíblia do desporto» chega para manter o estatuto de um dos desportivos mais importantes do país.

Três tipos de jornalistas

Catalogação de jornalista pelo director do jornal Record, Alexandre Pais:

Existem hoje três classes de jornalistas: os puros e duros, que são poucos, os acomodados que são demasiados e os tipos normais que já são alguns. (…) Os puros e duros são aqueles que se consideram o “crème de la crème” da profissão e se julgam no direito de julgar e condenar os outros . (…) Os acomodados são os que trabalham normalmente sem empenho, temem emitir opiniões, não se incomodam com a violência, engolem os insultos e, resignados, desistem de combater pela verdade (…) Os tipos normais são os que abdicaram de trazer a bala na câmara, pronta a disparar à menor provocação ou suspeita, mas se recusam a ignorar os desmandos do poder e a arrogância dos poderosos, e procuram encontrar o equilíbrio entre o que pode e deve ser desvalorizado sem vergonha e o que tem de ser defendido sem hesitações.

Disponível em: “O QUE DISSE BRUNO”

Conflito de interesses

O jornalismo desportivo é, muitas vezes, posto em causa por anunciar tudo e o seu contrário, por misturar opinião com informação e, sobretudo, por estar demasiado colado ao entretenimento. Mas há mais: veja-se, por exemplo, o caso da mais célebre jornalista de Espanha: Sara Carbonero.

São vários os episódios, no mínimo, constrangedores na ainda curta carreira da espanhola, mas, talvez, o mais mediático seja o beijo a Iker Casillas (seu namorado) depois da final do Mundial da África do Sul.

Ainda assim, Carbonero não pára de surpreender: um dia antes do clássico entre Real Madrid e Barcelona, a jornalista da Telecinco surgiu a comentar a actualidade do emblema madrileno e confirmou uma quebra no balneário entre José Mourinho e os jogadores.

O episódio não teria nada de espectacular, não fosse a apresentadora a actual companheira do capitão e guarda-redes do…. Real Madrid(!), o que, convenhamos, cria um, enorme, conflito de interesses.

Ainda assim, a culpa não é, unica e exclusivamente, de Sara. Quem a coloca perante semelhante constrangimento não pode ficar inocente. Até porque dá a sensação que, mais importante do que todas as condutas éticas e deontológicas,  são as audiências. E o bom-senso que se dane.

O poder da imprensa desportiva

A imprensa desportiva galga, muitas vezes (provavelmente em demasia), as páginas dos jornais assumindo-se como uma espécie de consciência de dirigentes, treinadores, jogadores (atletas) e adeptos. O director do jornal Record, Alexandre Pais, assina, hoje, o texto MOURINHO MARCADO que reflecte o poder do maior jornal desportivo da Península Ibérica no maior clube do Mundo.

Leitores reivindicam espaço

Um grupo de oito leitores/colunistas amadores juntou-se, pela primeira vez, na Casa da Música, no Porto, para debater o espaço disponível nos media para cidadãos activos exercerem a sua cidadania.

Aqui ficam as principais conclusões do encontro: “OS LEITORES DEVEM TER MAIS VEZ E MAIS VOZ NOS JORNAIS”

Crise nos media

As últimas semanas têm sido atribuladas para o sector dos media em Portugal: despedimentos no jornal Público, fecho de títulos do grupo Media Capital, cortes   suicidas no financiamento à Agência Lusa e (ainda) o fantasma da privatização da RTP.

Fica a visão de Miguel de Sousa Tavares.

MIGUEL SOUSA TAVARES ANALISA A CRISE NOS MEDIA – SIC NOTÍCIAS