Category Archives: Modelo de Negócio

Paywalls não vão salvar jornais

Más notícias para os defensores das paywalls como poção mágica capaz de resolver as dificuldades financeiras que envolvem a (grande) maioria dos jornais. Um artigo de Tim Burrowes, publicado pelo observatório de Marketing e Media «Mumbrella», coloca um ponto final na ambição de salvar os jornais com as assinaturas digitais.

As conclusões do estudo resultam da análise ao mercado australiano que «apenas» conseguiu cativar 60000 utilizadores pagantes. Como seria, por exemplo, em Portugal?

Disponível em: The data is finally in. Newspapers aren’t going to get enough digital subscribers

@Via Pedro Jerónimo

Novo director do El Mundo acredita que o futuro é digital

O novo director do El Mundo, Casimiro García-Abadillo, falou à redacção no dia em que iniciou funções apontando, especificamente, para o digital como o caminho a seguir pelo periódico espanhol.

Ainda assim, o responsável escolhido para substituir Pedro J. Ramírez não descura a edição em papel, a principal fonte de viabilidade do jornal que é, actualmente, o segundo título com maior audiência em banca em Espanha.

«O futuro não está escrito. O futuro é nosso. O futuro é digital. A liderança do nosso site é uma marca de identidade do jornal e o caminho que temos de seguir. Mas não podemos deixar de dar a atenção ao papel, que hoje continua a ser a nossa principal fonte de receita».

O futuro dos media e do jornalismo

Futre reforça Record

O antigo internacional português Paulo Futre, provavelmente o mais mediático dos comentadores de futebol, deixou o jornal A Bola e mudou-se para o principal adversário:o Record.

O antigo jogador de SportingPorto e Benfica inicia a nova aventura a 26 de Janeiro e todos os domingos assinará uma página sobre a actualidade desportiva, nacional e internacional, e os temas quentes da semana. Além disso, terá, também, o seu programa semanal no cabo: duas horas em direto, ao lado de Nuno Graciano, na CMTV.

Em menos de um mês, esta é a terceira aquisição do desportivo do grupo Cofina, depois de Rui Malheiro e Bruno Prata já  terem reforçado os quadros do título dirigido por João Querido Manha.

Em sentido inverso, «A Bíblia do Desporto» continua a ser ultrapassada pela concorrência e não terá sido por mero acaso que ficou sem dois dos principais rostos da sua opinião: Luís Freitas Lobo, um dos melhores analistas de futebol da actualidade, e, agora, Paulo Futre, um contador de histórias por excelência que, ainda por cima, era o rosto de um dos programas mais importante de A Bola TV: o Footbola!

Desportivos posicionam-se

Rui Malheiro e Bruno Prata novos colunistas de Record

Em ano de Campeonato do Mundo de futebol, agendado para o início do Verão no Brasil, os jornais especializados não perderam tempo e apresentaram reforços de peso na reabertura do mercado de Janeiro.

O Record, que mudou, recentemente, a sua cúpula directiva com as entradas de João Querido Manha (director) e António Tadeia (Director Adjunto), contratou Bruno Prata, antigo editor de desporto do Público e comentador residente da RTP, e Rui Malheiro, especialista em futebol internacional que conta com colaborações importantes para vários técnicos portugueses (Paulo Sousa ou Fernando Santos), como novos rostos da opinião do diário do grupo Cofina.

O Jogo também apostou forte e promoveu o regresso de Luís Freitas Lobo, provavelmente o mais mediático dos comentadores de futebol, ao título do grupo Controlinveste. Freitas Lobo terá a responsabilidade de assinar quatro páginas semanais: duas à Quinta-feira com incidência no campeonato português e outras tantas ao Domingo com histórias, curiosidade e análises ao futebol internacional.

Estranhamente, o jornal A Bola não ofereceu nenhuma prenda aos leitores e parece ter sido facilmente ultrapassado pela concorrência a menos de seis meses para pontapé de saída do Brasil 2014. Só o tempo dirá se o título de «a bíblia do desporto» chega para manter o estatuto de um dos desportivos mais importantes do país.

O futuro dos media é tecnológico

Afinal, o estrangulamento económico e financeiro que aflige os media noticiosos ainda não atingiu o clímax. A opinião é de Frédéric Filloux que antecipa um agravamento do cenário fruto do contínuo afrouxamento do mercado publicitário que tirará de circulação mais alguns títulos.

Ainda assim, nem tudo é negro. Ao ler o texto assinado pelo director-geral para as operações digitais da Les Echos, o maior grupo de media francês, já se espreita uma luz ao fundo do túnel, perspectivando melhorias resultantes, entre outros factores, do aparecimento de novas estratégias publicitárias e da implementação da política do pay-per-view. 

http://www.mondaynote.com/wp-content/uploads/2014/01/303-J-curve.png?d81f8f

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«2014 will be the year of media companies realizing they must morph into technology companies — or embrace, one way another, the technologies that guarantee their survival».

Disponível em: Surviving 2014

Programados para morrer

A Apple vive, hoje, à imagem do seu criador: uma marca inovadora, ambiciosa e da qual é muito fácil gostar devido à postura amigável e qualidade dos produtos/serviços.

Ainda assim, apesar de todo o trabalho de marketing e comunicação que envolve a tecnológica mais adorada do planeta, a empresa de Steve Jobs tem vindo, sucessivamente, a ser confrontada pela opinião pública em virtude das suas decisões mais controversas.

Uma das principais questões centra-se em torno da bateria incorporada em todos os seus dispositivos móveis que conduziu a vários processos judiciais e acusações de obsolescência programada – assunto desenvolvido numa reportagem muito interessante transmitida em Portugal pela SIC. Uma verdadeira viagem ao submundo das marcas.

Obsolescência Programada – Toda a verdade (SIC) Parte 1

Obsolescência Programada – Toda a verdade (SIC) Parte 2

Obsolescência Programada – Toda a verdade (SIC) Parte 4

Especial agências de comunicação

A edição de 17 de Dezembro do Diário Económico disponibilizou o dossier especial «Quem é quem nas agências de comunicação» que conta, entre outros, com o depoimento de António Cunha e Vaz, presidente da CV&A Consultores, uma espécie de guru do negócio da assessoria de comunicação e relações públicas em Portugal.

Além da partilha de estratégias empresarial das várias agências seleccionadas, o caderno destaca, ainda, o papel do digital no volume de negócios das consultoras.

Diário Económico 19/12/2013 – «Quem é quem nas agências de comunicação»

O fim dos jornais

A Future Exploration prespectiva o fim da importância da imprensa escrita nos Estados Unidos par ao ano 2017. O estudo abrange os cinco continentes e prevê que a morte dos jornais em formato papel em Portugal ocorra por volta do ano 2028.

Os factores que sustentam os resultados estão divididos em dois grupos: globais (desenvolvimentos/custo associado às plataformas móveis) e nacionais (económicos, demográficos, governamentais, hábitos de consumo, etc., etc., etc…).

http://futureexploration.net/Newspaper_Extinction_Timeline.pdf

http://futureexploration.net/Newspaper_Extinction_Timeline.pdf

http://futureexploration.net/Newspaper_Extinction_Timeline.pdf

http://futureexploration.net/Newspaper_Extinction_Timeline.pdf

Disponível em: Newspaper extinction timeline

Via João Canavilhas

Livros sobre ciberjornalismo

O blog Online Journalism reúne uma selecçao de livros sobre ciberjornalismo divididos em diversas categorias: base teórica, histórica e conceptual; prática do ciberjornalismo; segurança online; ética, distribuição, direito e empreendedorismo e multimedia.

Todos os exemplares estão disponíveis para compra online. Rigorosamente a não perder! Disponível aqui: An online journalism reading list