Yearly Archives: 2012

A última impressão

Newsweek - 2012«NEWSWEEK» diz adeus às bancas tradicionais e a partir da próxima edição só estará disponível na sua versão online, estratégia adoptada pela empresa para fazer frente aos prejuízos de milhões de dólares.

2012 by Google

ZEITGEIST 2012 – YEAR IN REVIEW

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http://www.dinheirovivo.pt/Graficos/Detalhe/CIECO084364.html

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Jornalismo de fotolegenda

Será o jornalismo do futuro, na sua essência, uma sequência de fotolegendas? O artigo PHOTOGRAPHERS WILL SOON BE THE MOST VALUABLE PEOPLE IN THE NEWSROOM,  publicado na BUSINESS INSIDER, considera que os conteúdos mais consumidos não são textos, mas fotografias capturadas, na sua maioria, pelos cidadãos.

Fica a questão: poderão as redacções viver sem jornalistas?

2012 em fotografias

A agência noticiosa REUTERS escolheu as fotografias que melhor definiram o ano 2012. A selecção contém imagens do CONFLITO ARMADO NA SÍRIA, da passagem do FURACÃO SANDY  e da reeleição de BARACK OBAMA.

O conteúdo é, ainda, enriquecido com  depoimentos dos autores. Uma espécie de behind the scenes

Clique aqui.

Papa mediático

Pope

A chegada do Papa Bento VII à rede social twitter é, por si só, um facto noticioso relevante. Não só porque simboliza uma inflexão da Igreja Católica,  que vive embrulhada em processos burocráticos de credibilização da própria instituição, mas, acima de tudo, porque reconhece a amplitude dos social media.

Significativa acaba por ser, também, a escolha do meio, tendo em conta que o twitter apenas permite mensagens até um máximo de 14o caracteres. Depreende-se, portanto, que a ideia de Bento VII é aproximar a cúpula da Igreja dos fieis (mais de 500 000 seguidores em menos de 24 horas), numa tentativa de cativar novos seguidores, essencialmente nas faixas etárias mais jovens, através de mensagens curtas e directas.

Segundo anunciou o presidente do Conselho Pontifício das Comunicações Sociais, o arcebispo Claudio Maria Celli, as mensagens do Papa serão publicadas em oito idiomas (espanhol, inglês, italiano, português, alemão, polaco, árabe e francês), e sua santidade responderá, através da sua página oficial, a perguntas sobre a fé.

No entanto, Bento VII não se ficou apenas pela internet e, nos últimos dias, a Igreja  voltou a apresentar novidades na sua política de comunicação. Desta vez, Joseph Ratzinger, de 86 anos, vestiu a pele de cronista e escreveu um artigo de opinião no Financial Times( ler aqui), intitulado A time for Christians to engage with the world, onde alerta para necessidade de reflexão profunda durante a quadra natalícia.

Desta forma, o pontífice conquista mais um franja da audiência e assume-se como um verdadeiro estratega da gestão da comunicação capaz de fazer frente aos inúmeros ataques que a Igreja Católica tem vindo a sofrer.

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Erros

Os erros são incompatíveis com o jornalismo de qualidade e quebram a confiança com os leitores, ouvintes ou telespectadores. Ainda assim, há erros e erros: alguns (compreensíveis) provocados pela escassez de meios nas redacções; outros (aceitáveis) com origem na premência em publicar primeiro; poucos (felizmente) com origem em distracções.

Foi, precisamente, “uma distracção” o que TSF, um ícone do jornalismo de referência em Portugal, alegou quando publicou, por lapso, na sua página principal, um símbolo satírico do Sporting Clube de Portugal.

Como é do domínio público, o futebol é tudo menos racional. A própria ligação entre clubes/ jogadores e adeptos é, antes de tudo, emocional e, quando assim é, entra-se num terreno perigoso.

Ficou o pedido de desculpas e uma nota editorial à instituição e aos adeptos. Espera-se, no entanto, os próximos desenvolvimentos para aferir os verdadeiros contornos desta situação.

Jornalismo de corte e costura

As redes sociais são, actualmente, uma ferramenta indispensável para os jornalistas. Funcionam como uma espécie de quintal onde, mediante uma boa rede de contactos, se pode “colher” depoimentos, fotografias ou vídeos de perfis com visibilidade mediática.

É cada vez menos comum alguém estar totalmente desligado da corrente (offline). Acima de tudo, porque estas plataformas permitem interagir com um núcleo vasto (interminável) de indivíduos, sem custos directos e, mais importante, de forma instantânea.

É o sonho das marcas e das “vedetas” que encaram as redes sociais como um oasis de seguidores para quem partilham conteúdos em troca de uma centenas de “gostos” ou “comentários”.

Não estranha, por isso, que os jornalistas alimentem (e bem) os  media com recortes destas plataformas. Ainda assim, o recurso a estes meios deve ser um princípio e não um fim em sim mesmo.

Ou seja, como se ensina nos bancos das universidades, toda a informação carece de confirmação. Caso contrário, origina-se um caso de intoxicação informativa. (como sucedeu esta semana).

Salim Baungally, jornalista e apresentador da L Équipe TV, escreveu na sua página do twitter o seguinte: “Yo también meteria 90 goles se me regalaran penaltis como los arbitros relagan al Barça”, Zlatan Ibrahimovic.

Talvez impulsionados pela (aparente) credibilidade da fonte, toda a gente publicou a notícia que esteve em destaque nas edições online dos diversos órgão de informação (ver aqui).

Algumas horas depois, Miki Soria, jornalista do Sport (jornal com ligações ao Barcelona), deu-se ao trabalho de confirmar a citação, (sem espanto) verificou que era falsa e publicou no seu perfil: “Por si alguien aún no lo sabe, las declas de Ibrahimovic atacando a Messi tras su récord son falsas (aunq muchos medios lo hayan publicado)”.

Começaram, então, a chover desmentidos (como este), onde constava esta citação de Salim Baungally: “Je m’excuse si l’ironie n’a pas été compris dans mon propos sur Zlatan et les 90 buts, je me suis imaginé être à sa place…”.

Ninguém, no entanto, acusou o toque e fez meia culpa. É que, neste caso, não há réus: nem emissor nem difusores. Ser jornalista é muito mais do que fazer corte e costura. É fundamental contrapor, verificar, perguntar.

Por tudo isto, a publicação deve ser o último dos passos. Quando não o é todo o ciclo fica de pantanas.

Crise nos media

As últimas semanas têm sido atribuladas para o sector dos media em Portugal: despedimentos no jornal Público, fecho de títulos do grupo Media Capital, cortes   suicidas no financiamento à Agência Lusa e (ainda) o fantasma da privatização da RTP.

Fica a visão de Miguel de Sousa Tavares.

MIGUEL SOUSA TAVARES ANALISA A CRISE NOS MEDIA – SIC NOTÍCIAS 

Debate à escala mundial

O último debate entre os dois candidatos à Casa Branca realizou-se na última madrugada e mereceu tratamento especial por parte das principais cadeias televisivas mundiais.

A discussão, moderada pelo jornalista Bob Schieffer, foi transmitida desde a Universidade Lynn, no Estado da Flórida, por Euronews, CNN, Sky News, BBC, Al Jazeera, France 24, TVE, Bloomberg, Rainews, TPA, Press TV, etc., etc., etc.

O frente-a-frente entre o presidente Barack Obama e o ex-governador de Massachusetts, Mitt Romney, entrou em Portugal através dos ecrãs da SIC Notícias (que até promoveu um pré-match com alguns comentadores em estúdio) e da RTP Informação (opção quase imposta pela obrigação de serviço público).

Embora o processo eleitoral não esteja, directamente, relacionado com Portugal, a opção, de dois dos três canais informativos portugueses, justifica-se, perfeitamente, com o impacto que o sufrágio norte-americano terá, por exemplo, na economia mundial.

PS – Ao invés, a TVI 24 optou por passar a repetição do programa Prolongamento.