Monthly Archives: May 2013

Noticiários de problemas

Retrato do estado das televisões portuguesas e os pecados dos noticiários.

“Quanto à informação, a situação é inacreditável, com a duração excessiva dos telejornais. A hierarquização desprovida de bom senso. E a apresentação por vezes por gente que não passaria numa televisãozita local da Europa do centro-norte”.

Disponível em: ESTE AUDIOVISUAL TÃO SINGULAR

Sexo em vez de sucesso valeu despedimento

Uma troca de palavras (prontamente corrigida), de fonética semelhante, valeu o despedimento à jornalista especializada em desporto do SportsNet Susannah Collins.

Mais um caso insólito depois de, há algumas semanas, o apresentador A. J. Clemente não ter passado do primeiro dia à frente das câmaras da KFYR-TV North Dakota’s NBC News Leader.

 

Imprensa diária ainda faz sentido?

Semanário Expresso, 23 de Março de 2013

Semanário Expresso, 23 de Março de 2013

A Internet móvel de 2012 a 2017

Em 2017, a internet móvel será mais rápida e vai ser muito usada para ver vídeos em smartphones. Veja essas e outras previsões da Cisco

http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/como-sera-a-internet-movel-daqui-a-5-anos

Tablets e os jornais do futuro

Projecção interessante sobre o papel dos tablets e as consequentes, mudanças no jornalismo (ciberjornalismo). O vídeo é de 1994, logo «way before ipad».

Recomendado por João Canavilhas

Curso intensivo de jornalismo

A série Jornalistas (Reporters), transmitida em Portugal pelo AXN Black,  é um verdadeiro curso intensivo de jornalismo. Centrada no quotidiano de um canal de televisão e de um jornal (à moda antiga) parece ter, por trás, a orientação de alguém que passou muito tempo em redacções porque não deixa nada ao acaso: desde a figura do director, que vive emparedada entre o  semblante austero e a postura paternal com que dirige a redacção; passando pelos (bons) jornalistas à moda antiga, autênticos Sherlock Holmes em vias de extinção, envoltos em guerras constantes pelos melhores cargos; até aos estagiários cheios de ganas de triunfar, mas vazios de conteúdo.

Há ainda espaço os compadrios entre jornalistas e classe política, que tanto condicionam a agenda mediática, e para a aposta no digital, sem critério nem princípios informativos.

Rigorosamente a não perder.

Cadeia informativa do avesso

Leitura (elitista) sobre o aproveitamento que a assessoria de imprensa pode (e deve) retirar do enfraquecimento generalizado das redacções (ausência de memória, sentido crítico, etc…) para saltar para o topo da cadeia informativa.

“O assessor não deve ser visto como uma mera central telefónica e, acrescento, muito menos deve olhar-se como tal. Deve ser ele o primeiro agente a pensar a informação, esquadrinhando todos os possíveis ângulos de abordagem que sejam do interesse público. E digo do interesse público e não do interesse da organização para a qual trabalha, porque a primeira condição leva inevitavelmente à segunda e com resultados práticos bem mais sólidos”.

Disponível em: JORNALISTA, O ESPECIALISTA EM COISA NENHUMA

Jornalismo móvel e a transformação das redacções

Está disponível o número três da Revista Mediterránea de Comunicación, intitulada Hacia el Periodismo Móvil, que reúne uma série de artigos sobre a forma como as novas ferramentas tecnológicas (Smartphones e Tablets) e a proliferação das redes sociais (Facebook e Twitter) afectaram a vida dos jornalistas/editores e redimensionaram todo o processo de leitura.

O homem que mordeu o cão

O aforismo de Charles Anderson Dana,  na construção da realidade: os media e a apetência pelo excepcional

 “Os meios de comunicação social não mostram a realidade, mas, apenas, uma parte dela, geralmente as excepções que fogem à regra”, Pedro Brinca

Futuro negro

Um relatório preocupante da State of The News Media 2013 revela que 31% dos adultos deixaram de ler jornais por falta de credibilidade (aumento de 5% relativamente aos dados recolhidos em 2011).

Tão ou mais preocupante: apenas um em cada 12 jovens, entre os 18 e os 30 anos, e um em cada 20 adolescentes têm contacto com os meios de produção noticiosa (dados de uma pesquisa feita em 2007 na Universidade Harvard). Ficam algumas considerações importantes do Observatório de Imprensa do Brasil:

A responsabilidade que cabe às empresas jornalísticas nesse processo é a de terem colocado em primeiro lugar a sobrevivência do seu negócio e, só depois, procurado ver como a revolução, causada pelas novas tecnologias de informação e comunicação, afectou os comportamentos do público em matéria de leitura e consumo de notícias.

Era mais cómodo nos tempos em que as pessoas acreditavam na imprensa, mas os tempos mudaram irreversivelmente. Ficamos órfãos de uma imprensa que leva a sério a sua função de servir ao interesse público.

Agora o leitor tem que se aventurar, quase sozinho, pelo emaranhado da avalancha informativa para descobrir o que é bom ou ruim para nós. Dará mais trabalho e  obrigará a conviver com a insegurança, a incerteza e com o contraditório, mas pelo menos estaremos mais próximos da realidade.