Monthly Archives: July 2013

Aproveitar o momento

http://edition.cnn.com/2013/07/22/world/europe/uk-royal-baby/

http://edition.cnn.com/2013/07/22/world/europe/uk-royal-baby/

https://www.google.pt/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&docid=Gg4Gk-MQx5c5GM&tbnid=RZj5rwxOk94ipM:&ved=0CAUQjRw&url=http%3A%2F%2Fenglish.ruvr.ru%2Fnews%2F2013_07_23%2FThe-Son-how-British-papers-marked-the-birth-of-the-future-King-3766%2F&ei=oW7wUbuBHsWb1AWOooDADg&bvm=bv.49784469,d.ZGU&psig=AFQjCNHW_qi6xPGbfm0ulljVLUnZ_iv1LA&ust=1374796204256553

http://english.ruvr.ru/news/2013_07_23/The-Son-how-British-papers-marked-the-birth-of-the-future-King-3766/

O jornal inglês The Sun, que tem uma das maiores taxas de tiragens à escala mundial, assinalou o nascimento do Príncipe de Cambridge, terceiro na linha de sucessão ao trono britânico, com uma subtil, mas eficaz, mudança de logótipo, aproveitando a homofonia do nome do tablóide com a palavra «son» (filho em inglês) para criar a primeira página mais original da imprensa britânica. A «nova imagem» figurou na edição em papel e no portal do jornal.

Incoerências

Parece contraditório, e até algo estranho, que os generalistas consigam dar mais destaque à vitória do ciclista português Rui Costa, na 16ª etapa da 100ª edição da Volta à França, do que, propriamente, os três desportivos (A Bola, ainda assim, foi o menos mau) que têm óbvias responsabilidades na matéria.

Argumentarão, alguns, que se trata de uma escolha meramente comercial que compreende, por parte dos generalistas, o «aproveitamento» do feito do ciclista da Movistar para chamar a si a camada mais afecta às questões desportivas, enquanto para os especializados o futebol será sempre o produto mais rentável. Mesmo que o triunfo de Rui Costa, na mais importante prova do ciclismo do Mundo, esteja a competir com uma partida de cariz amigável frente a um adversário com pouca expressão no futebol mundial? Muito estranho mesmo….

Jornais 17-07-2013

A origem do tablóidismo britânico

O antigo editor do News of the World e do Daily Mirror, Piers Morgan, encabeça a produção de uma série televisiva que incidirá sobre o mundo do jornalismo de tablóide na década de 70.

Fleet Streetrua onde estiveram sediadas, até à década de 80, as redacções dos principais jornais ingleses (entre eles os tablóides) – relata o surgimento do jornalismo popular moderno, cuja génese remonta à acção de profissionais desprovidos de moral que expunham a vida de milionários, políticos e celebridades envolvidos com drogas e/ou escândalos sexuais.

Para ler aqui: Oh no! Piers Morgan to produce ‘devastating’ Fleet Street TV series

Cultura doentia

O britânico Right Honourable Lord Justice Leveson (título oficial) produziu um relatório devastador – publicado há duas semanas e totalmente acessível online - que caracteriza o momento em que o jornalismo ultrapassou todos os limites legais e éticos, dando origem a uma cultura profissional doentia e incontrolável.

Produzido no Reino Unido, o fenómeno não é exclusivo nem está confinado a sectores dos tablóides britânicos, abalados, recentemente, pelo escândalo do News of the World de Murdoch. Retrata uma ameaça global e isso é muito mais preocupante.

“A liderança a todo o custo provoca, obviamente, por parte da cadeia hierárquica e de decisão das empresas de media, uma concentração em histórias sensacionalistas, que exigem, na maior parte das vezes, a revelação de pormenores privados e até íntimos” .

Disponível em: An Inquiry into the Culture, Practices and Ethics of the Press:

Os jornais e as relações públicas

A primeira página de hoje do jornal A Bola foi, seguramente, concebida com o objectivo de conciliar dois pilares fundamentais: a componente informativa – com a confirmação de um «furo» publicado na edição de ontem (anúncio de Bruno Cortez como reforço do Benfica) –  e a valorização da  imagem institucional através de uma mini-campanha de relações públicas (ver imagem).

osdia/pagina.html

osdia/pagina.html

Corte e costura

O Correio da Manhã transcreveu, nas suas duas edições (impressa e online), a entrevista exclusiva que Jorge Jesus concedeu à Benfica TV, apresentada por José Eduardo Moniz, e que o diário da Cofina identificou como sua.

Plágio, lapso ou procedimento comum no noticiário desportivo, o processo está longe de ser consensual.

Diário de Notícias, 6 de Julho de 2013, secção Media, página 43

Diário de Notícias, 6 de Julho de 2013, secção Media, página 43

Jornalismo corporativo

O Benfica TV, canal tutelado pelo Sport Lisboa e Benfica registado na ERC, fez história no jornalismo especializado ao emitir uma entrevista ao treinador Jorge Jesus conduzida por José Eduardo Moniz que, ao que parece, acumula o cargo de jornalista (Carteira Profissional 171) com o de administrador da SAD encarnada, tornando-se numa espécie de personagem com dupla personalidade que confunde a audiência.

De qualquer forma, ainda que se assuma que as perguntas foram formuladas pelo «jornalista» José Eduardo Moniz, ninguém acredita que a conversa não tenha sido, previamente, passada a pente fino pelo gabinete de comunicação encarnado. Afinal de contas, antes de fazer jornalismo, o Benfica TV preocupa-se em disseminar propaganda institucional. O principal motivo da existência do canal.

Opinião de José Manuel Ribeiro, director de o Jogo: “A caminhada triunfal de Jesus

Enhanced by Zemanta