Credibilidade

O El País publica, na sua “portada” de hoje, uma fotografia exclusiva ( mas falsa) do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, entubado num hospital em Cuba – onde continua a receber tratamento médico.

Mais tarde, já em consciência do erro, o jornal publicou, no seu portal, uma nota explicando a sucedido, suspendeu a distribuição e procedeu à expedição de uma nova edição para os pontos de venda.

Espantoso (no mínimo) é verificar que, no texto que acompanha a foto mentirosa, o El País avisa que “”não tinha conseguido verificar de forma independente as circunstâncias, o local e a data em que a foto tinha sido feita”. Arriscado, no mínimo.

É certo que a crise dos media não é um problemas exclusivamente português e que, por isso, as limitações nas redacções são cada vez maiores. No entanto, o cruzamento e (re)verificação de informação, por mais credível que seja a fonte, é um procedimento básico para qualquer órgão de informação.

Como defende Rosental Calmon Alves, professor de jornalismo na Universidade Federal do Rio de Janeiro: “É perfeitamente legítimo querer ser o primeiro, mas primeiro é preciso estar correcto”.

PS – Soube-se, já de manhã, através do twitter director do El Mundo (principal concorrente do El País), que também tentaram vender a foto ao jornal que dirige. “”Ah, ontem quiseram vender-nos uma foto de Chávez entubado. Dissemos não. Quando a vemos noutro meio já sabemos se acertámos”, escreveu Pedro J. Ramírez.

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