Guerra de jornais

Jornal da Madeira

Há imenso tempo (seguramente demasiado) que o Jornal da Madeira, tutelado pelo Governo Regional, e o Diário de Notícias da Madeira, pertencente ao grupo Controlinveste, andam numa autêntica guerra aberta. É rara a semana em que as «portadas» não aparecem recheadas de piropos (alguns, refira-se, reveladores de pouca elegância), ataques, processos judiciais ou queixas à Entidade Reguladora.

A julgar pela argumentação, ambos terão, porventura, ponta de razão do seu lado. No entanto, enquanto o tratado de paz (nem que seja podre) não é assinado, os principais prejudicados são, obviamente, os leitores (de um e de outro). As energias gastas no conflito bélico podiam, e deveriam, ser canalizadas para o que realmente importa: informar. Todavia, dia após dia, os conteúdos ficam mais pobres, com mais erros, alguns, inclusivamente, graves sob o ponto de vista conceptual, o que desvaloriza não só o título, mas, também, quem lá trabalha.

Os jornais não são, nem têm que ser, instrumentos de arremesso político. É por isso que desempenham um papel importante nas sociedades democráticas e, ainda mais, quando a perspectiva de análise é local ou regional. Aí a ligação com o target é mais próxima e comprometimento com a missão total: informar já dá trabalho que chegue, por isso ignore-se o resto.

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