Jornalismo de emoções

Persistem, ainda, dúvidas – sobretudo junto de algumas faixas do meio académico - se a narração de um jogo de futebol deve consignar o estatuto de matéria jornalística.

Para os defensores da ideologia, este tipo de conteúdos encaixa, perfeitamente, na categoria de Infortainment preconizada por David Demers na obra Dictionary of Mss Communication and Media Research: a guide for students, scholars and professionalsMarquette, 2005, p.143.

 “information-based media content or programming that also includes entertainment content in an effort to enhance popularity with audiences and consumers”.

No entanto, este posicionamento levanta um conjunto de questões: será possível manter o «sangue de barata» perante a espectacularidade de um final como o do Watford – Leicester? O trabalho de Johnny Phillips, da Sky Sports, ficou manchado pela emoção que emprestou ao jogo? Não seria desonesto (além de desumano) manter-se impávido e sereno perante o que estava a assistir?

 

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