O malabarismo das pressões

O Banco Espírito Santo não gostou que o jornal I andasse a escarafunchar vários processos que envolvem altos quatros do grupo e reagiu de forma grosseira tentando lembrar que é um dos principais suportes dos jornais portugueses.

É mais que sabido que o mercado publicitário está em queda e que o I, desde a sua fundação, tem passado por sucessivas remodelações que levaram à mudança de mãos, no ano passado, e à dispensa recente de vários profissionais .

Apesar de estar e encarar um dos grandes clientes dos media portugueses, o I não se encolheu sustentando a sua posição com as responsabilidades editoriais que tem para com os leitores.

A escolha era simples: ou salvaguardavam-se algumas páginas de publicidade e atirava-se a «estória» para debaixo da secretária, ou prevalecia a ligação de confiança com que todos os dias compra o jornal.

Prevaleceu a segunda opção com óbvio prejuízo para as finanças da empresa. Ainda assim, manteve-se o eleitorado fiel. E é ele o principal activo de qualquer projecto de media.

A direcção do jornal i não se deixa intimidar com o poder económico e publicitário do BES e continuará a garantir o direito de informar e a acompanhar toda a informação que os seus jornalistas recolham com profissionalismo, isenção e respeito pelo nosso código deontológico

Nota da direcção do jornal I: O BES não pode esperar que os jornalistas deixem de exercer a sua profissão

Leave a Reply

Your email address will not be published.

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>