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Vigilantes de redes sociais

Os jornalistas especializados em desporto vivem, diariamente, um enorme drama: ter de fazer notícias sem sequer pôr olhos em cima dos protagonistas. Os clubes de futebol, e as respectivas equipas, vivem, cada vez mais, numa espécie de clausura conventual imposta pelas políticas de comunicação altamente restritiva dos clubes.

É por isso que hoje os jornalistas têm de vestir o fato de vigilantes de redes sociais à procura de discursos directos. O director de A Bola, Vítor Serpa, explica todo o processo (ver abaixo). 

Jornal A Bola, edição de 15 de Fevereiro de 2014, página 30, crónica «Hoje é Sábado».

Jornal A Bola, edição de 15 de Fevereiro de 2014, página 30, crónica «Porque hoje é Sábado».

Futre reforça Record

O antigo internacional português Paulo Futre, provavelmente o mais mediático dos comentadores de futebol, deixou o jornal A Bola e mudou-se para o principal adversário:o Record.

O antigo jogador de SportingPorto e Benfica inicia a nova aventura a 26 de Janeiro e todos os domingos assinará uma página sobre a actualidade desportiva, nacional e internacional, e os temas quentes da semana. Além disso, terá, também, o seu programa semanal no cabo: duas horas em direto, ao lado de Nuno Graciano, na CMTV.

Em menos de um mês, esta é a terceira aquisição do desportivo do grupo Cofina, depois de Rui Malheiro e Bruno Prata já  terem reforçado os quadros do título dirigido por João Querido Manha.

Em sentido inverso, «A Bíblia do Desporto» continua a ser ultrapassada pela concorrência e não terá sido por mero acaso que ficou sem dois dos principais rostos da sua opinião: Luís Freitas Lobo, um dos melhores analistas de futebol da actualidade, e, agora, Paulo Futre, um contador de histórias por excelência que, ainda por cima, era o rosto de um dos programas mais importante de A Bola TV: o Footbola!

Desportivos posicionam-se

Rui Malheiro e Bruno Prata novos colunistas de Record

Em ano de Campeonato do Mundo de futebol, agendado para o início do Verão no Brasil, os jornais especializados não perderam tempo e apresentaram reforços de peso na reabertura do mercado de Janeiro.

O Record, que mudou, recentemente, a sua cúpula directiva com as entradas de João Querido Manha (director) e António Tadeia (Director Adjunto), contratou Bruno Prata, antigo editor de desporto do Público e comentador residente da RTP, e Rui Malheiro, especialista em futebol internacional que conta com colaborações importantes para vários técnicos portugueses (Paulo Sousa ou Fernando Santos), como novos rostos da opinião do diário do grupo Cofina.

O Jogo também apostou forte e promoveu o regresso de Luís Freitas Lobo, provavelmente o mais mediático dos comentadores de futebol, ao título do grupo Controlinveste. Freitas Lobo terá a responsabilidade de assinar quatro páginas semanais: duas à Quinta-feira com incidência no campeonato português e outras tantas ao Domingo com histórias, curiosidade e análises ao futebol internacional.

Estranhamente, o jornal A Bola não ofereceu nenhuma prenda aos leitores e parece ter sido facilmente ultrapassado pela concorrência a menos de seis meses para pontapé de saída do Brasil 2014. Só o tempo dirá se o título de «a bíblia do desporto» chega para manter o estatuto de um dos desportivos mais importantes do país.

O dia em que os desportivos viveram (quase) sem futebol

http://noticias.sapo.pt/banca/desporto/4137

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http://noticias.sapo.pt/banca/desporto/4139

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http://noticias.sapo.pt/banca/desporto/4138

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Fantasmas da imprensa desportiva

É comummente aceite, tanto na comunidade científica como na praça pública, que a imprensa especializada em desporto, vulgarmente denominada imprensa desportiva, convive com diversos demónios: uso e abuso de fontes anónimas, dilemas editoriais/comerciais, diferenças de tratamento entre instituições (clubes), textos redondos e, talvez o mais grave, pouca fiabilidade noticiosa.

Relativamente a outras editorias (economia, política, etc.) é incomparavelmente maior o número de notícias que não se confirmam (logo, não-notícias) e que, inclusivamente, chegam a receber honras de primeira página.

Para agravar todo o cenário, os leitores deparam-se, ainda, com diferenças abismais na análise objectiva (tendo em conta que existem imagens e regras que penalizam as infracções) dos lances problemáticos dos jogos de futebol.

Senão, veja-se as diferentes posições relativamente aos dois lances de grande penalidade no clássico disputado ontem entre Futebol Clube do Porto e Sporting Clube de Portugal:

Jornal A Bola: “Ia muito bem a arbitragem quando Jorge Sousa decidiu que o Sporting haveria de ter razão nalgum ponto do seu festival de protestos… E deu-lhe pormaior: no penalty ao minuto 83, o que houve foi teatro de Martínez“.

Jornal Record:  “(o árbitro) está muito bem posicionado nos dois lances mais polémicos do jogo e não se pode dizer que tenha ajuizado mal nas duas grandes penalidades que assinalou”.

Jornal O Jogo: “Tribunal (composto por três (ex-árbitros) especialistas em arbitragem) unânime: penálti por mão de Cédric (o 1º) mal marcado”.

Não existe nenhum (!) ponto de contacto entre posições dos três desportivos portugueses. Afinal, em que é que ficamos?